Saltar para o conteúdo principal da página

Spatial Synth a criação musical em três dimensões

Quando a tecnologia, a criatividade e o som se encontram, nasce uma nova forma de ouvir, compor e imaginar a música.

12 de Janeiro 2026 | Notícias

A operação Spatial Synth, promovida pela Sound Particles e cofinanciada pelo COMPETE 2030, marcou um momento decisivo na evolução do áudio 3D aplicado à criação musical. Com o projeto já concluído, os resultados confirmam uma ambição que, desde o início, esteve claramente enunciada por Nuno Fonseca, Founder & CEO da empresa. 

“A Sound Particles, S.A. é uma empresa deep tech reconhecida pela sua abordagem inovadora e disruptiva no setor do áudio”, afirma Nuno Fonseca. “Ao aplicar conceitos de computação gráfica ao som, desenvolve soluções de elevada qualidade, com impacto global em indústrias como música, videojogos, TV e cinema, sendo amplamente utilizada por grandes estúdios de Hollywood em produções como Dune, Oppenheimer, Mission Impossible e Star Wars.”  

Um sintetizador que nasce da visão do som no espaço 

Foi a partir desta visão que surgiu o Spatial Synth: um sintetizador concebido para permitir a perceção do som vindo de qualquer direção, integrando o espaço como elemento central da composição musical. Como sublinha Nuno Fonseca, “o projeto ‘Spatial Synth’, desenvolvido em copromoção com a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), resultou num instrumento musical inovador que permite percecionar o som vindo de qualquer direção, reforçando a posição da Sound Particles como líder em tecnologia de áudio 3D.” 

Ao longo da operação, foram exploradas tecnologias avançadas, algoritmos de síntese inovadores e novas abordagens à interação músico-instrumento. Este trabalho assentou numa recolha sistemática de conhecimento científico e técnico, complementada por contributos de especialistas e utilizadores-chave do setor do áudio, tal como previsto desde o início do projeto. 

Investigação aplicada e validação em contexto real 

Um dos pilares do Spatial Synth foi a forte articulação entre investigação e aplicação prática. “Durante o projeto, foram exploradas tecnologias de ponta e recolhidos insights de especialistas e key users, com validação de uma prova de conceito em ambiente laboratorial pelos stakeholders envolvidos”, explica Nuno Fonseca. 

Esta abordagem permitiu não só confirmar a viabilidade técnica da solução, mas também ajustar o instrumento às reais necessidades de músicos, produtores e compositores, garantindo workflows criativos intuitivos e uma experiência de utilização de excelência. 

A força da colaboração entre indústria e academia 

O envolvimento da ESMAE revelou-se determinante para o sucesso da operação. Segundo o CEO da Sound Particles, “a colaboração entre a indústria e a academia foi decisiva para o sucesso, juntando as equipas de research da Sound Particles (incluindo 4 doutorados) e da ESMAE”. Esta conjugação de competências permitiu elevar o projeto a um patamar superior de maturidade tecnológica. 

“O resultado final superou os objetivos iniciais, permitindo levar ao mercado (TRL9) um produto disruptivo com elevado valor acrescentado face à tecnologia desenvolvida”, acrescenta. 

Reconhecimento internacional e impacto criativo 

Com o projeto concluído e o produto lançado, o impacto do Spatial Synth tornou-se evidente no panorama musical internacional. “O sintetizador é hoje utilizado por múltiplos músicos de renome, incluindo Grammy-Award winners”, refere Nuno Fonseca, sublinhando a aceitação da solução por criadores de topo. 

Este reconhecimento confirma o papel do Spatial Synth como ferramenta que amplia o campo criativo da música, permitindo trabalhar diretamente com formatos de áudio espacial e explorar novas formas de expressão sonora. 

Um apoio determinante para inovar 

Para Nuno Fonseca, o enquadramento financeiro foi essencial para transformar visão em realidade. “O apoio do Compete 2030 foi fundamental, possibilitando o investimento em tecnologia de ponta e contribuindo para a criação de uma economia altamente competitiva”, conclui. 

A operação Spatial Synth demonstra, assim, como a inovação tecnológica, aliada à investigação e ao apoio estruturado, pode resultar em produtos disruptivos com impacto global, reforçando a posição de Portugal na linha da frente do áudio 3D. 

Links 

Sound Particles | Website 

Partilhar

Temas associados

Agenda

13 de Janeiro 2026

A carregar...