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Inovação portuguesa para transformar a ressonância magnética cardíaca

Uma operação que está a posicionar Portugal na vanguarda da inteligência artificial aplicada à imagiologia cardíaca, com impacto direto na inovação clínica e no acesso ao diagnóstico.

7 de Maio 2026 | Notícias

A operação AI4CMRex, promovida pela AI4MedImaging e cofinanciada pelo COMPETE 2030, representa um novo passo na aplicação da inteligência artificial ao diagnóstico cardiovascular. Assente na evolução da plataforma AI4CMR, o projeto visa reforçar a automatização da análise e interpretação de imagens de Ressonância Magnética Cardíaca, contribuindo para diagnósticos mais rápidos, robustos e escaláveis. Como sublinha Manuel Monteiro, COO da AI4MedImaging, “O projeto AI4CMRex, apoiado pelo COMPETE 2030, dá continuidade a esta ambição e permite-nos levar o AI4CMR a um novo patamar até 2027.”

Uma tecnologia portuguesa com impacto global

No centro da operação está a expansão de uma solução já reconhecida internacionalmente. Como refere Manuel Monteiro, “O AI4CMR é uma solução global que funciona na cloud para análise automática de Ressonâncias Magnéticas Cardíacas (CMR).” Acrescenta ainda que se trata de “um Software Dispositivo Médico (SaMD) certificado pelas principais entidades reguladoras a nível mundial”, sublinhando a maturidade tecnológica que sustenta esta nova fase de desenvolvimento.

A operação AI4CMRex pretende aprofundar essa capacidade através de novas metodologias de segmentação e quantificação automática, incluindo aurículas, estruturas vasculares e sequências avançadas como T1 e T2 Mapping. O objetivo é aumentar a precisão da interpretação e reduzir a dependência de processos manuais ou semiautomáticos, ainda frequentes na prática clínica.

Mais automação, mais eficiência clínica

Um dos grandes contributos da operação é responder aos desafios associados à complexidade e morosidade da análise de exames de Ressonância Magnética Cardíaca. Neste contexto, Manuel Monteiro destaca: “Vamos reforçar a precisão e a fiabilidade dos diagnósticos, introduzir novas capacidades de análise totalmente automáticas e tornar a experiência dos médicos ainda mais simples, rápida e intuitiva.”

Essa visão traduz-se em inovação concreta. A operação contempla o desenvolvimento de novos pipelines de processamento, reforço da robustez dos algoritmos e melhoria da generalização entre equipamentos e protocolos distintos, fatores essenciais para adoção em larga escala. O impacto esperado é claro nas palavras de Manuel Monteiro: “Tudo isto contribui para que um exame que normalmente demora muito tempo a analisar possa ser concluído em poucos minutos, com resultados mais consistentes e objetivos.”

Democratizar o acesso ao diagnóstico avançado

Mais do que ganhos de eficiência, a operação posiciona-se como um contributo para a democratização do acesso a cuidados avançados. A escassez de especialistas e a complexidade da interpretação continuam a limitar o uso mais amplo da ressonância magnética cardíaca, apesar do seu valor clínico.

É precisamente aqui que Manuel Monteiro identifica um dos maiores impactos do projeto: “Mais importante ainda, estamos a democratizar o acesso à Ressonância Magnética Cardíaca, um exame decisivo no diagnóstico de doenças cardiovasculares, levando-o a hospitais e regiões onde a escassez de especialistas limita hoje a sua utilização.”

Ao integrar novas funcionalidades na plataforma AI4CMR e reforçar a interoperabilidade com sistemas hospitalares, a operação pretende acelerar diagnósticos precoces e reduzir a carga sobre os profissionais clínicos, promovendo um acesso mais equitativo à inovação em saúde. Como recorda Manuel Monteiro, “O impacto clínico é profundo: prevemos maior eficiência no tempo de análise face à abordagem manual tradicional, libertando os especialistas para aquilo que verdadeiramente importa, o cuidado ao doente.”

Inovação cofinanciada para competir globalmente

O apoio do COMPETE 2030 surge como um catalisador desta ambição tecnológica e científica. Segundo Manuel Monteiro, “O apoio do COMPETE 2030 é para nós um parceiro chave de desenvolvimento, que nos permite investir de forma robusta em investigação, atrair talento altamente qualificado, validar clinicamente cada inovação e acelerar a chegada ao mercado global de uma tecnologia concebida em Portugal.”

A operação AI4CMRex materializa, assim, uma visão em que inovação, ciência e impacto clínico convergem. E, como conclui Manuel Monteiro, é também “a prova de que é possível, a partir do nosso país, criar soluções de referência mundial em áreas tão exigentes como a saúde e a inteligência artificial, contribuindo para salvar vidas em todo o mundo.”

Links

AI4CMR | Website

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