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Nova unidade industrial acelera a transição para embalagens sustentáveis

A nova unidade industrial de produção de CARTÚ impulsiona a substituição de embalagens plásticas por soluções mais sustentáveis, contribuindo para a transição para uma economia verde.

19 de Março 2026 | Notícias

Inovação industrial ao serviço da economia verde

A operação “Criação de nova unidade industrial para produção de cArtu”, promovida pela SEVEN CARTU, LDA e cofinanciada pelo COMPETE 2030, representa um investimento relevante na inovação e sustentabilidade do setor das embalagens. O projeto prevê a criação de uma unidade industrial dedicada à produção do CARTÚ, um produto inovador que surge como alternativa às soluções de enchimento e proteção tradicionalmente produzidas em plástico ou derivados de petróleo.

Num contexto em que a redução do uso de plásticos e a transição para modelos produtivos mais sustentáveis são prioridades globais, o CARTÚ afirma-se como uma solução capaz de transformar o mercado das embalagens. Como sublinha Eduardo Leite, responsável pelo projeto:

“Enquanto responsável pelo projeto tenho de reconhecer o papel determinante que o apoio do COMPETE2030 teve na decisão de instalar esta nova unidade produtiva e o impacto no célere arranque da SEVEN CARTU. A criação da nova unidade industrial dedicada ao cArtù representa muito mais do que um investimento produtivo — é a concretização de uma visão que junta inovação, sustentabilidade e capacidade industrial nacional.”

Um material inovador que substitui o plástico

O CARTÚ distingue-se por ser o primeiro produto ondulado capaz de gerar um efeito de proteção e amortecimento semelhante ao de um “air bag”, garantindo segurança no transporte sem recorrer a materiais plásticos de uso único. Esta inovação responde simultaneamente às exigências de desempenho técnico e às crescentes preocupações ambientais do setor logístico e do comércio eletrónico.

O produto foi concebido para substituir soluções como esferovite, espuma plástica ou plástico-bolha, materiais amplamente utilizados mas associados a um elevado impacto ambiental. Como explica Eduardo Leite:

“O cArtù é um produto verdadeiramente diferenciador: substitui soluções tradicionais em plástico e espuma, oferece melhor desempenho técnico e, ao mesmo tempo, reduz drasticamente o impacto ambiental das cadeias logísticas. Sentimos que estamos a contribuir para uma mudança estrutural no setor das embalagens.”

A tecnologia de produção cria estrias com elevada densidade no material, conferindo-lhe propriedades de absorção de impacto superiores às do papelão ondulado tradicional. Esta configuração permite reduzir significativamente a quantidade de papel necessária para alcançar o mesmo nível de proteção, promovendo uma utilização mais eficiente de recursos e diminuindo a pegada ambiental das embalagens.

Uma unidade industrial preparada para o futuro

A nova unidade industrial da SEVEN CARTU foi concebida para operar com elevados níveis de automatização e digitalização, integrando princípios da indústria 4.0 e sistemas avançados de gestão da produção. Esta infraestrutura permitirá produzir o CARTÚ de forma eficiente e escalável, reforçando a capacidade industrial nacional num setor em transformação.

Para Eduardo Leite, o apoio do COMPETE 2030 foi essencial para garantir a concretização deste investimento e para acelerar a implementação da unidade produtiva:

“O apoio do COMPETE 2030 foi absolutamente determinante para transformar esta ambição em realidade. Permitiu-nos acelerar a instalação de uma unidade altamente automatizada, preparada para operar com padrões de eficiência, digitalização e sustentabilidade que colocam a SEVEN CARTU num patamar competitivo internacional.”

Além da dimensão tecnológica, o projeto prevê a criação de postos de trabalho qualificados e estabelece metas ambiciosas de posicionamento no mercado ibérico, com perspetivas de expansão para outros mercados internacionais.

Sustentabilidade integrada no modelo produtivo

A sustentabilidade está presente não apenas no produto desenvolvido, mas também na forma como a unidade industrial foi concebida. O projeto inclui investimentos em produção de energia fotovoltaica para autoconsumo, soluções de gestão e valorização de resíduos e incorporação de subprodutos no processo produtivo, contribuindo para reduzir os impactos ambientais da atividade industrial.

Estas medidas reforçam o compromisso da empresa com a eficiência energética, a economia circular e a redução das emissões associadas à produção e à logística. Para Eduardo Leite, este projeto representa também uma oportunidade para posicionar Portugal na linha da frente da inovação sustentável no setor das embalagens: “Este projeto marcou o início de um percurso que queremos que seja de liderança no mercado ibérico e, progressivamente, noutros mercados internacionais. É um orgulho ver Portugal a assumir um papel ativo na substituição de materiais poluentes por alternativas inovadoras e economicamente viáveis.”

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