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A casa que se adapta a quem a habita

Casas em Movimento 4.0 leva longe um conceito de arquitetura cinética, combinando construção modular, energia solar e tecnologias inteligentes.

24 de Setembro 2026 | Notícias

O Casas em Movimento 4.0 leva mais longe um conceito de arquitetura cinética, combinando construção modular, energia solar e tecnologias inteligentes para criar edifícios mais eficientes e adaptáveis.

Quando a arquitetura deixa de ser estática

Uma casa pode adaptar-se às necessidades de quem a habita? O projeto Casas em Movimento 4.0 parte precisamente dessa ideia.

A iniciativa pretende evoluir um conceito de arquitetura cinética já desenvolvido pela Casas em Movimento. Agora, a ambição passa por levar esta abordagem a uma nova escala, através de um sistema construtivo híbrido, modular e inteligente.

O objetivo é criar edifícios capazes de responder melhor às condições ambientais e aos padrões de utilização. Para isso, a solução combina diferentes tecnologias e materiais, procurando conciliar conforto, eficiência energética e sustentabilidade.

O projeto prevê aplicações habitacionais e não habitacionais. Assim, a mesma lógica poderá adaptar-se a diferentes necessidades e contextos de construção.

Uma casa que se move e aprende

A inovação está também na possibilidade de combinar módulos fixos e rotativos. Um novo chassis permitirá movimentar até quatro módulos em simultâneo, simplificando a construção e reduzindo custos face a soluções individuais.

A tecnologia não se limita, contudo, ao movimento.

O projeto prevê a criação de uma “Parede Fotovoltaica” capaz de captar energia solar e contribuir para a climatização passiva dos espaços. Serão também exploradas soluções para captar águas pluviais e reutilizar águas cinzentas.

Além disso, materiais circulares, incluindo resíduos agroflorestais, poderão ganhar uma nova utilização na construção.

É aqui que entra a componente inteligente. Sensores vão recolher informação sobre temperatura, humidade, qualidade do ar e consumo energético. Esses dados permitirão ajustar automaticamente sistemas como a ventilação, a climatização e a iluminação.

Desta forma, a casa poderá responder às condições do momento e aos hábitos dos seus ocupantes.

Da investigação à experimentação

Para demonstrar estas possibilidades, o projeto prevê o desenvolvimento e experimentação de uma Casa em Movimento 4.0 com dois pisos.

O piso inferior será fixo. Já o piso superior será rotativo, permitindo demonstrar a aplicação da tecnologia em edifícios com mais do que um piso.

Segundo Manuel Vieira Lopes, CEO e Founder da Casas em Movimento, esta operação representa “a continuidade natural de um percurso de Investigação & Desenvolvimento iniciado há mais de uma década”.

O projeto permite agora reforçar esse percurso através de uma parceria entre empresas e entidades científicas. O consórcio reúne a Casas em Movimento, a Metaloviana, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto Politécnico de Bragança.

Esta colaboração junta competências de arquitetura, engenharia, ciência aplicada e tecnologia. Consequentemente, cria condições para aproximar a investigação das necessidades concretas do mercado.

Mais eficiência, mais adaptação

A inteligência artificial terá igualmente um papel na gestão dos edifícios. O sistema deverá identificar padrões de utilização e condições ambientais para antecipar necessidades e otimizar o funcionamento dos equipamentos.

Está também prevista uma componente de manutenção preditiva. Ao identificar comportamentos anómalos, a tecnologia poderá ajudar a planear intervenções antes de surgirem problemas.

O resultado esperado é uma construção mais eficiente e resiliente. Ao mesmo tempo, a solução pretende reduzir consumos, prolongar a vida útil dos equipamentos e melhorar o conforto dos utilizadores.

Para Manuel Vieira Lopes, o apoio do COMPETE 2030 permite dar “um novo impulso ao desenvolvimento de soluções avançadas de arquitetura cinética, solar passiva e inteligente”.

A ambição vai além de criar uma casa tecnológica. Passa por desenvolver um modelo construtivo capaz de se adaptar ao clima, à envolvente e às pessoas que o utilizam.

Assim, o Casas em Movimento 4.0 cruza inovação, sustentabilidade e digitalização para repensar a forma como os edifícios são concebidos e utilizados.

O projeto pretende ainda reforçar a competitividade das empresas envolvidas, valorizar conhecimento desenvolvido em Portugal e criar soluções com potencial de internacionalização.

Saiba mais sobre o projeto em casasemmovimento.com.

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