SICE - Inovação Produtiva - Territórios Baixa Densidade e Outros Territórios
Operações individuais de investimento produtivo em atividades inovadoras, promovidas por PME, nos territórios de baixa densidade e nos outros territórios.
Casas em Movimento 4.0 leva longe um conceito de arquitetura cinética, combinando construção modular, energia solar e tecnologias inteligentes.

O Casas em Movimento 4.0 leva mais longe um conceito de arquitetura cinética, combinando construção modular, energia solar e tecnologias inteligentes para criar edifícios mais eficientes e adaptáveis.
Quando a arquitetura deixa de ser estática
Uma casa pode adaptar-se às necessidades de quem a habita? O projeto Casas em Movimento 4.0 parte precisamente dessa ideia.
A iniciativa pretende evoluir um conceito de arquitetura cinética já desenvolvido pela Casas em Movimento. Agora, a ambição passa por levar esta abordagem a uma nova escala, através de um sistema construtivo híbrido, modular e inteligente.
O objetivo é criar edifícios capazes de responder melhor às condições ambientais e aos padrões de utilização. Para isso, a solução combina diferentes tecnologias e materiais, procurando conciliar conforto, eficiência energética e sustentabilidade.
O projeto prevê aplicações habitacionais e não habitacionais. Assim, a mesma lógica poderá adaptar-se a diferentes necessidades e contextos de construção.
Uma casa que se move e aprende
A inovação está também na possibilidade de combinar módulos fixos e rotativos. Um novo chassis permitirá movimentar até quatro módulos em simultâneo, simplificando a construção e reduzindo custos face a soluções individuais.
A tecnologia não se limita, contudo, ao movimento.
O projeto prevê a criação de uma “Parede Fotovoltaica” capaz de captar energia solar e contribuir para a climatização passiva dos espaços. Serão também exploradas soluções para captar águas pluviais e reutilizar águas cinzentas.
Além disso, materiais circulares, incluindo resíduos agroflorestais, poderão ganhar uma nova utilização na construção.
É aqui que entra a componente inteligente. Sensores vão recolher informação sobre temperatura, humidade, qualidade do ar e consumo energético. Esses dados permitirão ajustar automaticamente sistemas como a ventilação, a climatização e a iluminação.
Desta forma, a casa poderá responder às condições do momento e aos hábitos dos seus ocupantes.
Da investigação à experimentação
Para demonstrar estas possibilidades, o projeto prevê o desenvolvimento e experimentação de uma Casa em Movimento 4.0 com dois pisos.
O piso inferior será fixo. Já o piso superior será rotativo, permitindo demonstrar a aplicação da tecnologia em edifícios com mais do que um piso.
Segundo Manuel Vieira Lopes, CEO e Founder da Casas em Movimento, esta operação representa “a continuidade natural de um percurso de Investigação & Desenvolvimento iniciado há mais de uma década”.
O projeto permite agora reforçar esse percurso através de uma parceria entre empresas e entidades científicas. O consórcio reúne a Casas em Movimento, a Metaloviana, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto Politécnico de Bragança.
Esta colaboração junta competências de arquitetura, engenharia, ciência aplicada e tecnologia. Consequentemente, cria condições para aproximar a investigação das necessidades concretas do mercado.
Mais eficiência, mais adaptação
A inteligência artificial terá igualmente um papel na gestão dos edifícios. O sistema deverá identificar padrões de utilização e condições ambientais para antecipar necessidades e otimizar o funcionamento dos equipamentos.
Está também prevista uma componente de manutenção preditiva. Ao identificar comportamentos anómalos, a tecnologia poderá ajudar a planear intervenções antes de surgirem problemas.
O resultado esperado é uma construção mais eficiente e resiliente. Ao mesmo tempo, a solução pretende reduzir consumos, prolongar a vida útil dos equipamentos e melhorar o conforto dos utilizadores.
Para Manuel Vieira Lopes, o apoio do COMPETE 2030 permite dar “um novo impulso ao desenvolvimento de soluções avançadas de arquitetura cinética, solar passiva e inteligente”.
A ambição vai além de criar uma casa tecnológica. Passa por desenvolver um modelo construtivo capaz de se adaptar ao clima, à envolvente e às pessoas que o utilizam.
Assim, o Casas em Movimento 4.0 cruza inovação, sustentabilidade e digitalização para repensar a forma como os edifícios são concebidos e utilizados.
O projeto pretende ainda reforçar a competitividade das empresas envolvidas, valorizar conhecimento desenvolvido em Portugal e criar soluções com potencial de internacionalização.
Saiba mais sobre o projeto em casasemmovimento.com.
24 de Setembro 2026
Operações individuais de investimento produtivo em atividades inovadoras, promovidas por PME, nos territórios de baixa densidade e nos outros territórios.