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Conhecimento e inovação ao serviço da Bioeconomia no Interior

A operação TIC BioIN liga ciência e empresas para transformar os recursos biológicos do Interior em novos produtos, serviços e oportunidades de negócio.

8 de Outubro 2026 | Notícias

João Nunes, Presidente da BLC3, explica como a operação TIC BioIN aproxima investigadores e empresas para promover a transferência de conhecimento e desenvolver a Bioeconomia no Interior.

Com o apoio do COMPETE 2030, o projeto liderado pela BLC3 reúne seis entidades do sistema de investigação e inovação para acelerar a transferência de conhecimento, aproximar ciência e empresas e criar novas oportunidades de valorização económica nos territórios do Interior. O projeto TIC BioIN – Transferência de inovação e conhecimento para o desenvolvimento da Bioeconomia no Interior pretende reforçar a ligação entre ciência, tecnologia e mercado, promovendo a valorização dos recursos biológicos e do conhecimento existente nas regiões do Norte, Centro e Alentejo.

Liderado pela Associação BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, o TIC BioIN envolve ainda o CECOLAB, CATAA, CEBAL, Food4Sustainability e TAGUSVALLEY, constituindo uma rede de seis entidades com competências complementares em investigação, demonstração tecnológica, transferência de conhecimento, propriedade intelectual, empreendedorismo e ligação ao tecido empresarial.

O financiamento concedido pelo COMPETE 2030 assume um papel determinante na passagem do conhecimento científico para o mercado. Num domínio em que a demonstração, a validação pré-comercial e a adoção de novas tecnologias exigem recursos, infraestruturas e competências especializadas, este apoio permite reduzir barreiras à inovação e disponibilizar às empresas, em particular às PME do Interior, condições para testar e validar soluções sem terem de realizar previamente investimentos significativos em linhas pré-industriais. Desta forma, o financiamento alavanca a transferência de conhecimento, a valorização da propriedade intelectual e a aproximação entre investigadores, empresas e mercado, criando condições para gerar novos produtos, serviços e projetos empresariais na Bioeconomia.

A iniciativa estrutura-se em quatro grandes áreas de intervenção. A primeira aposta no teste, validação pré-comercial e demonstração de tecnologias; a segunda promove a valorização e exploração da propriedade intelectual e de novas ideias em Bioeconomia; a terceira pretende reforçar a cooperação entre empresas e entidades do sistema científico e tecnológico; e a quarta assegura a disseminação dos resultados e a criação de novos canais de comunicação e interação com o mercado.

Entre as áreas tecnológicas abrangidas encontram-se a valorização de biorrecursos e subprodutos, a bioeconomia de precisão, a digitalização e equipamentos tecnológicos aplicados à floresta, novos biomateriais, químicos verdes, novas soluções agroalimentares, sistemas aquáticos e tecnologias para uma utilização mais eficiente dos recursos. O projeto procura, desta forma, criar pontes entre resultados de investigação e necessidades concretas das empresas, contribuindo para aumentar a capacidade de inovação e a competitividade económica dos territórios de baixa densidade.

A dimensão empresarial assume particular relevância. O TIC BioIN prevê a criação de uma rede de cooperação nacional e internacional, o estabelecimento de 48 acordos de cooperação entre stakeholders e a dinamização de 24 novos projetos de I&I com envolvimento empresarial. O apoio financeiro permite, assim, transformar a cooperação e o conhecimento gerado em oportunidades concretas de inovação, reforçando a capacidade das empresas do Interior para desenvolver novos produtos e soluções, aceder a competências científico-tecnológicas e aumentar a sua proximidade ao mercado.

Com o TIC BioIN, o financiamento do COMPETE 2030 funciona como um instrumento de alavancagem da Bioeconomia no Interior: não apenas apoiando a geração de conhecimento, mas sobretudo criando condições para que esse conhecimento chegue às empresas, seja demonstrado, validado e convertido em inovação com valor económico. O consórcio pretende, assim, consolidar uma capacidade em rede que permaneça para além do projeto e contribua para novas oportunidades de investimento, cooperação, criação de produtos e serviços e reforço da competitividade dos territórios do Interior.

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