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Novos moldes prometem reduzir consumo energético na indústria

Reduzir consumos, aumentar a eficiência e reforçar a competitividade. É esta a ambição do MoldEcoSmart, cofinanciado pelo COMPETE 2030.

2 de Julho 2026 | Notícias

Reduzir consumos, aumentar a eficiência e reforçar a competitividade. É esta a ambição de uma iniciativa cofinanciada pelo COMPETE 2030 que está a desenvolver uma nova geração de moldes sustentáveis para a indústria de injeção de plásticos.

Inovação para responder aos desafios da indústria

Portugal é atualmente o terceiro maior produtor europeu de moldes para injeção de plásticos e ocupa a oitava posição a nível mundial. Este reconhecimento resulta de décadas de especialização, investimento tecnológico e capacidade de inovação.

No entanto, o setor enfrenta desafios crescentes. A instabilidade geopolítica, a pressão sobre as cadeias de abastecimento e o aumento dos custos de produção têm vindo a afetar a competitividade das empresas. Além disso, a concorrência internacional, sobretudo de mercados asiáticos, obriga a uma constante diferenciação.

É neste contexto que surge o MoldEcoSmart, uma operação cofinanciada pelo COMPETE 2030, que pretende desenvolver novas metodologias e processos para criar moldes mais sustentáveis e energeticamente eficientes. Segundo Jorge Cardoso, Chief Technical Officer da SF Moldes, “o projeto MoldEcoSmart responde a um desafio cada vez mais central para a indústria de moldes, independentemente do setor alvo: disponibilizar ferramentas moldantes que privilegiem, cumulativamente, a eco sustentabilidade e a eficiência produtiva”.

Três pilares para reduzir o consumo energético

A moldagem por injeção de plástico continua a ser um processo intensivo em energia. Apesar disso, as questões relacionadas com a eficiência energética dos moldes têm sido frequentemente secundarizadas durante a fase de desenvolvimento. O MoldEcoSmart pretende alterar este paradigma.

Para isso, o projeto assenta em três pilares de investigação e desenvolvimento. O primeiro incide no isolamento térmico dos componentes dos moldes. O segundo procura gerar energia durante a própria utilização da ferramenta. Já o terceiro foca-se na otimização da gestão energética e na criação de metodologias de avaliação da eficiência energética dos moldes. O objetivo passa por reduzir consumos, melhorar o desempenho produtivo e criar novas referências para o setor.

Como refere Jorge Cardoso, o projeto visa “investigar e desenvolver novas metodologias e processos para a criação de uma nova geração de moldes eco sustentáveis e energeticamente mais eficientes, que permitam aos utilizadores uma poupança energética relevante aquando do processo de injeção”.

Conhecimento científico ao serviço da indústria

A iniciativa junta competências industriais e científicas num consórcio liderado pela SF Moldes, que integra também o INEGI e a Fibrenamics. O trabalho inclui várias etapas complementares. Desde a conceção preliminar das soluções até à validação laboratorial e industrial, todas as fases foram desenhadas para acelerar a transferência de conhecimento para o mercado. “O consórcio reúne competências multidisciplinares complementares essenciais para transformar esta visão em soluções concretas”, destaca o responsável.

COMPETE 2030 impulsiona desenvolvimento tecnológico

A concretização de um projeto desta natureza exige investimento, tempo e capacidade para assumir risco tecnológico. Por isso, o apoio do COMPETE 2030 assume um papel decisivo.

Segundo Jorge Cardoso, “o apoio do COMPETE 2030 revela-se determinante para que esta ambição se afigure possível, permitindo ao consórcio assumir o risco inerente à investigação e desenvolvimento experimental de novas abordagens e soluções”. O responsável acrescenta que este apoio permite dedicar recursos a um trabalho de fundo que dificilmente seria realizado ao ritmo exigido pelo mercado.

Ao promover moldes mais eficientes, sustentáveis e tecnologicamente avançados, o MoldEcoSmart pretende reforçar o posicionamento internacional da indústria portuguesa. Consequentemente, contribui para uma produção mais competitiva, alinhada com os objetivos de transição energética e sustentabilidade que marcam o futuro da indústria europeia.

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