Resíduos industriais ganham nova vida como matérias-primas para a cerâmica
O projeto UP4Green está a transformar resíduos industriais em novas matérias-primas, abrindo caminho a uma cerâmica mais circular e sustentável.
Mais tecnologia, maior capacidade produtiva e uma forte aposta na sustentabilidade. Eis a estratégia da empresa ao modernizar o lagar.

A modernização de um dos maiores lagares portugueses vai aumentar a capacidade de produção, acelerar a digitalização e reforçar a sustentabilidade da Olivomundo, preparando a empresa para responder ao crescimento da produção nacional e à procura dos mercados internacionais.
A produção de azeite em Portugal continua a ganhar dimensão e projeção além-fronteiras. Para acompanhar esta evolução, a Olivomundo está a investir na ampliação do seu lagar e na otimização de todo o processo produtivo, através de uma operação cofinanciada pelo COMPETE 2030.
O projeto pretende aumentar a capacidade de processamento de azeitona, melhorar a eficiência operacional e incorporar tecnologias que reforçam a digitalização, a sustentabilidade e a economia circular. Ao mesmo tempo, permitirá à empresa diversificar a sua oferta e responder com maior flexibilidade às necessidades do mercado.
Mais capacidade para responder ao crescimento do setor
A operação assenta num conjunto de investimentos estruturantes. Entre eles destacam-se a ampliação das instalações, novas linhas de extração de azeite, maior capacidade de armazenamento e a reorganização do layout fabril.
Além disso, a fábrica será totalmente automatizada, numa lógica de Indústria 4.0. Todo o processo produtivo passará a ser monitorizado e controlado remotamente, aumentando a eficiência e a rastreabilidade da produção.
“O projeto de ampliação do lagar e otimização da produção constituiu um passo estratégico para o crescimento sustentável da Olivomundo, permitindo aumentar a capacidade de processamento de azeitona através do reforço das três áreas fundamentais da operação: receção de matéria-prima, capacidade de extração e capacidade de armazenamento”, afirma José Gonçalves, administrador da Olivomundo.
O investimento permitirá ainda adaptar a produção às diferentes fases da campanha oleícola, garantindo maior flexibilidade e capacidade de resposta.
Sustentabilidade integrada no processo produtivo
A sustentabilidade é outro dos pilares da operação. O projeto aposta na utilização mais eficiente dos recursos e na valorização dos subprodutos gerados durante o processo de produção.
Uma das principais novidades é a instalação de caldeiras a biomassa, que utilizam o caroço da azeitona como fonte de energia. Paralelamente, será implementado um sistema automatizado para o transporte do bagaço.
Além disso, o projeto inclui um sistema solar fotovoltaico para produção de energia renovável, contribuindo para reduzir o consumo energético e a pegada ambiental da empresa.
A valorização do bagaço permitirá também desenvolver novos produtos, nomeadamente bagaço semi-seco destinado à produção de adubos orgânicos, reforçando os princípios da economia circular.
Tecnologia impulsiona competitividade
A modernização do lagar permitirá aumentar significativamente a capacidade de laboração e reforçar a eficiência operacional.
“Este investimento traduziu-se num aumento da capacidade de laboração, reforçando a eficiência operacional e a capacidade de resposta da empresa perante o crescimento da produção nacional de azeitona e as exigências crescentes dos mercados internacionais”, destaca José Gonçalves.
Ao mesmo tempo, a introdução de novas linhas de extração permitirá aumentar a capacidade produtiva e melhorar a qualidade do azeite, assegurando um maior controlo sobre todas as etapas do processo.
Apoio do COMPETE 2030 acelera modernização
A concretização deste investimento contou com o apoio do COMPETE 2030, considerado determinante para a dimensão e ambição da operação.
“O apoio do COMPETE 2030 foi fundamental para tornar este projeto uma realidade, reduzindo o risco associado a um investimento de grande dimensão e permitindo incorporar soluções e equipamentos de elevada tecnologia”, sublinha José Gonçalves.
O responsável acrescenta que, graças a este investimento, “a Olivomundo consegue manter-se como um dos maiores e mais modernos lagares do mundo, reforçando a sua competitividade e capacidade de inovação”.
Para além do impacto na empresa, o projeto pretende contribuir para a afirmação da olivicultura nacional.
“Mais do que um investimento empresarial, este projeto representa também um contributo para a afirmação de Portugal como uma referência internacional na olivicultura moderna e na produção de azeite de elevada qualidade”, conclui o administrador da Olivomundo.
25 de Junho 2026