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O projeto JULES está a desenvolver agentes de inteligência artificial capazes de otimizar, em tempo real, a gestão de parques de energia renovável híbridos, tornando a operação mais eficiente, autónoma e sustentável

A tecnológica portuguesa Enlitia quer acelerar a digitalização da operação de parques eólicos e solares com um sistema inovador baseado em agentes autónomos de inteligência artificial.
Batizado de JULES e cofinanciado pelo COMPETE 2030, o projeto promete tornar a gestão da energia mais eficiente, previsível e automatizada, abrindo caminho a uma nova geração de operações renováveis mais inteligentes.
IA para decidir em tempo real
A operação JULES — Um Ecossistema de Agentes de Inteligência Artificial para Sistemas de Energia Renovável Híbridos — está a desenvolver uma nova geração de sistemas de suporte à decisão para parques híbridos que combinam energia eólica, solar e armazenamento em baterias.
O objetivo passa por criar agentes de inteligência artificial capazes de operar de forma autónoma, colaborativa e interpretável. Além disso, o sistema deverá apoiar decisões em tempo real e adaptar-se às diferentes estratégias de exploração energética.
Segundo Tiago Santos, CEO da Enlitia, “o JULES é, para nós na Enlitia, muito mais do que um projeto de I&D — é a aposta que materializa a visão que temos para a próxima década do setor”.
A solução baseia-se numa arquitetura distribuída composta por múltiplos agentes especializados. Estes agentes funcionam de forma coordenada e ajustam-se dinamicamente às condições operacionais e aos objetivos definidos pelos operadores.
Ao mesmo tempo, o projeto procura reduzir erros de previsão, acelerar processos de análise e aumentar a autonomia da operação.
Menos erros e mais eficiência
Entre as metas definidas está a realização autónoma de pelo menos 50% das decisões operacionais. O projeto pretende ainda reduzir em até 25% os erros de previsão face aos modelos atuais.
Outro dos objetivos passa por diminuir em pelo menos 30% o tempo de análise de decisão, aumentando a eficiência e a escalabilidade da gestão de ativos renováveis.
Para isso, a operação aposta em sistemas multiagente cooperativos, aprendizagem por reforço e interfaces conversacionais suportadas por modelos de linguagem natural. Estas interfaces permitirão aos utilizadores compreender, em linguagem simples, a lógica por detrás das decisões tomadas pelo sistema.
“Estamos a construir uma nova geração de agentes de IA autónomos, colaborativos e explicáveis, capazes de operar parques híbridos renováveis — eólica, solar e baterias — em tempo real e com total transparência sobre cada decisão”, sublinha Tiago Santos.
Novo modelo de negócio com ambição internacional
A operação terá uma duração de 24 meses e culminará na demonstração funcional do sistema num ambiente relevante de operação. A Enlitia pretende validar o potencial de mercado da solução e preparar os próximos passos de industrialização e internacionalização.
Do ponto de vista estratégico, o projeto permitirá à empresa desenvolver uma plataforma de AI Agents as a Service dirigida a promotores e investidores do setor energético.
“Para a Enlitia, isto significa desenhar novos modelos de negócio AIaaS, reforçar a nossa equipa de I&D com talento altamente qualificado e afirmar o posicionamento internacional da empresa enquanto referência europeia em operação digital inteligente de ativos renováveis”, afirma o CEO.
O responsável destaca ainda a importância do apoio europeu para acelerar o desenvolvimento tecnológico.
“O apoio do COMPETE 2030 permite-nos avançar neste caminho de forma mais rápida e eficaz — um fator diferenciador num contexto em que a aplicação destas novas tecnologias traz consigo um conjunto significativo de incertezas científicas e tecnológicas.”
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Enlitia | Website
11 de Junho 2026
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